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domingo, 22 de março de 2026

A MÚSICA

 De longe, uma canção tão tristonha

Atravessa as cidades, as ruas e  praças

E fica em minha alma, infinda, a tocar.

Não tem som, instrumentos a música,

Nem melodia, nem  nota, é silente,

À alma torna tão cheia de sombras

A música vinda de um canto longínquo,

Do fundo do fundo, de dentro de mim.






DIA INFINITO

 Hoje me fiz tão menino,

Hoje me fiz pueril,

Alumbrado tal como um bebê

Que brinca nas águas do mar.


Hoje me fiz sem pecado,

Hoje me fiz delicado

Como alma encantada de moça

Tomada de amor e paixão.


Beijei os teus lábios vermelhos 

Deitei no teu corpo rosado,

E tudo ficou na memória

E me agitou de emoções.


Segui por ruas pequenas, 

Andei por becos escuros, 

Mas tudo eu via tão claro,

E vasto e tão musical.


A minha alma ribomba, 

Parece dançar em festança

E se emprenhou da alegria

Que trouxe a fascinação.


Quando de novo eu te vir,

Não sei se terão teus olhos

O mesmo enlevo infinito

Ou serão frios, sem luz.


Só sei que o dia de hoje

Tem pura, doce magia,

Tem tanta lira, alegria,

Que, acho, não vai terminar.


segunda-feira, 9 de março de 2026

VERSEJAR COM MAGIA

 Quero escrever como canta Elis:

Co'a alma quente toda aflorada

E a voz candente a se irradiar.

Como  quem abre inteirinha a casa

E faz entrar a luz da manhã.

Qual deslumbrado da doce vista

Da serra verde em exuberância.

Como quem molha seus pés no rio,

Abrindo os braços pra natureza.


Vou versejar como me despisse

E me entregasse a um sedento amor,

Como quem olha, se embevecendo,

Gatos brincando pelos jardins.

Poetar qual fechasse os olhos

E levitasse na dança mágica.

Como deixasse que a viva lágrima

Molhasse as letras dos versos tristes.


Versejar como arrebatado

Por emoções mais angelicais.

Qual longamente beijasse a amada

E, de mãos dadas, com ela andasse

Em rumo a um canto tão magnífico,

Que só um sonho pode inventar.

Poetar num enlevamento

De quem vê quando brota a vida,

Quem se consome ao adeus da amada

Ou quem se enreda, surpreendido,

Num novo tempo de outra paixão.





A REVOLUÇÃO DOS ARTISTAS

  Se não existe em definitivo a justiça dos homens Nem Deus no Universo a nos defender, resgatar, Pois que venham então de todos os lados Mu...