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domingo, 29 de dezembro de 2024

MINHA DESOLAÇÃO

 Eu versejo com a mágoa que corta e perfura devagar a carne já à dor habituada.

Eu canto com o ódio impotente, murmurante e manso dos guerreiros derrotados.
Eu falo com a desolação cansada e a desesperança dos idosos no crepúsculo da vida.
Eu olho com o olhar opaco do mais puro desengano,
Eu vago pelo mundo com a indiferença e alheamento de uma folha seca arrastada pelo
[ vento.
Eu sigo pelos dias sem saber se estou vivo, se estou morto, confundindo vida e morte,
[ tão enorme a semelhança entre ambas em meu ser.


2001
Revisto e modificado em 2012

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