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sexta-feira, 17 de janeiro de 2025

CHAMAMENTO PARA O AMOR

 

 Venha amar assim como se fôssemos seguir

Uma estrada escura e luminosa de delírios

Em que os gostos e os odores da lascívia

Nos viessem plenamente embriagar,

E essa estrada não findasse, não, jamais.



Arquejar e suspirar, gemer e sussurrar

As coisas mais reais e mais insanas da volúpia

Que somente o corpo em seus poemas tão ardentes

É que sabe propriamente proferir.



Ah, nós nos banharmos em riachos e cascatas

De um lugar todo erigido em devaneios!

Ah, ouvirmos cantar os deuses da luxúria

Num momento que não possa, não, findar jamais.


2024

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